A arte de arrastar, Xávega ou Xávena, utiliza-se nesta praia.
A rede é constituída por um saco de malha mais fina onde se aprisiona o peixe. O barco entra no mar, deixando ficar em terra a ponta de um cabo e, quando estiver a 3 ou 4 km da costa, é lançada a rede.
Após esta operação, os pescadores voltam para terra, trazendo outro cabo de mão da barca. Juntam os dois cabos nas cordas e puxam com juntas de bois ou tratores, assemelhando-se esta a trabalho agrícola, se der azo à imaginação.
Ao chegar a rede a terra, o peixe é separado e disposto em pequenos lotes para ser leiloado, normalmente acompanhado do praguejar inofensivo das nossas vareiras. Este espetáculo pitoresco da venda do peixe é feito a lanços e de tal maneira apressado que só o leiloeiro e as vareiras o entendem.
Partem para a rua as nossas mulheres, percorrendo a cidade e apregoando com cantoria…
Assistir à Arte Xávega é mais do que ver a chegada de um barco: é sentir o pulsar de uma comunidade ligada ao mar, numa experiência genuína e inesquecível em Espinho. O horário varia consoante as marés, o estado do mar e a abundância de peixe. Geralmente, a saída acontece por volta das 07:00, com regresso cerca de uma hora depois.
Também pode visitar a exposição permanente que contempla a coleção da Arte-Xávega e que se encontra patente no
Museu Municipal de Espinho.